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FT600 na arrancada: 2-step, controles por tempo e datalogger

outubro 31, 2026

Injeção & Gerenciamento Eletrônico#FT600 #2-step #datalogger #controles por tempo

Na arrancada, a FT600 reúne o corte de largada, compensações por tempo e um datalogger interno para registrar o funcionamento do motor. O Armageddon 2026, anunciado para 30 e 31 de outubro no Autódromo FuelTech Velopark, em Nova Santa Rita (RS), é o ponto de partida para entender o que cada recurso faz.

O 2-step auxilia no carregamento da turbina antes da largada. As compensações por tempo atuam depois dela, enquanto o datalogger registra sensores e parâmetros do motor para análise no FTManager. A FT600 permite gravar até 256 canais por log; a duração da gravação depende da configuração de aquisição.

  • 2-step: corte de ignição, atraso de ponto e enriquecimento programáveis para auxiliar no carregamento da turbina.
  • Controles por tempo: compensações de combustível, ponto de ignição e limites de rotação após a largada.
  • Datalogger: modos simples e avançado, com seleção de canais e taxa de amostragem no modo avançado.
  • Aquisição de dados: até 2h50min de armazenamento na condição especificada de 24 canais a 25 Hz.

Qual é a ligação da FuelTech com o Armageddon?

O anúncio da 16ª edição do Armageddon prevê confrontos eliminatórios de 201 metros entre listas do Brasil, Argentina e Paraguai. Segundo a Listas Brasil, a programação de 30 e 31 de outubro de 2026 celebra dez anos do projeto, com premiação anunciada de R$ 200 mil. O local é o Autódromo FuelTech Velopark, em Nova Santa Rita (RS).

A ligação da FT600 com o Armageddon aparece também em um registro histórico da FuelTech sobre a quinta edição. Naquela final, o Opala V8 Nitro de Josimar Hudema e o Camaro V8 Blower de Mairon Cezar usavam gerenciamento eletrônico FT600. Esse registro pertence à quinta edição e não identifica os equipamentos dos participantes de 2026.

A programação divulgada para 2026 está sujeita a alterações em caso de chuva, conforme informa a organização na página do evento.

O que o 2-step faz na largada?

O 2-step, também chamado de corte de arrancada, limita a rotação por corte de ignição e permite trabalhar com atraso de ponto e enriquecimento da mistura. Esses parâmetros são programáveis e têm o objetivo de auxiliar no carregamento da turbina para a largada, conforme a descrição do manual PowerFT.

Painel da FT600 com indicadores de rotação, marcha e pressão. A tela é uma demonstração do catálogo, não um registro do Armageddon. Crédito: FuelTech.
Painel da FT600 com indicadores de rotação, marcha e pressão. A tela é uma demonstração do catálogo, não um registro do Armageddon. Crédito: FuelTech.

A FT600 também dispõe de bloqueios do 2-step por tempo e por RPM para evitar um novo acionamento acidental após a largada. Mesmo que o piloto volte a pressionar o botão, o corte não é ativado antes do fim do tempo de bloqueio ou quando a rotação está acima do limite de segurança configurado.

Para as funções por tempo entrarem em ação, a largada precisa ser validada nas condições descritas no manual. A desativação do 2-step passa a ser a referência inicial de tempo.

Como funcionam as compensações e os limites por tempo?

As compensações por tempo relacionam o tempo decorrido desde a largada a ajustes de combustível e de ponto de ignição. No enriquecimento por tempo, o mapa define a compensação de combustível desejada. No avanço ou atraso por tempo, a compensação atua sobre o ponto de ignição. São funções distintas, embora compartilhem a referência de início na desativação do 2-step.

Já o controle de rotação por tempo cria um limitador temporário de RPM. No modo por corte, a função utiliza uma rampa de corte de ignição para permitir a recuperação da tração. O manual descreve esse controle como passivo: sua referência é a curva de rotação em função do tempo.

O controle de rotação por tempo também pode atuar por avanço ou atraso de ponto. Nesse modo, a intervenção ocorre no ponto de ignição, com o objetivo de reduzir a potência e controlar perdas de tração, em vez de enviar cortes de ignição.

O controle de tração ativo tem outra referência. Na ficha da FT600, essa função utiliza a velocidade de referência do veículo e a velocidade de tração para atuar sobre o destracionamento, ou slip. Portanto, controle ativo e rampa de rotação por tempo descrevem estratégias diferentes; não são dois nomes para a mesma função.

O que o datalogger da FT600 registra?

O datalogger interno registra a leitura dos sensores conectados à FT600 e informações como o percentual de abertura dos injetores, o ponto de ignição e o ângulo de fase da injeção. A memória comporta múltiplas sessões, com até 256 canais por log. Os arquivos são baixados para análise no computador com o software FTManager.

A conexão USB da FT600 é utilizada no download dos logs para o computador, conforme o manual. O FTManager Datalogger permite visualizar e comparar as gravações. Também é possível recuperar o mapa associado a um log quando a opção de salvar o mapa com o arquivo tiver sido marcada.

Vista traseira da FT600 com porta USB e conectores do chicote. Foto oficial de catálogo; crédito: FuelTech.
Vista traseira da FT600 com porta USB e conectores do chicote. Foto oficial de catálogo; crédito: FuelTech.

Há dois modos de aquisição. No simples, os canais usam a mesma taxa de amostragem. No avançado, é possível selecionar os canais gravados e definir uma taxa individual para cada um. Assim, a configuração do registro faz parte da leitura técnica do arquivo: canais e frequências não precisam ser iguais em todos os logs.

Os canais matemáticos calculam informações a partir de outros canais analógicos. Entre os exemplos do manual estão a distância percorrida desde o início do log, o deslizamento do conversor ou da embreagem, a diferença percentual entre as velocidades das rodas dianteiras e traseiras e a pressão diferencial de combustível. Esses cálculos se referem ao log aberto no momento.

Como a taxa de amostragem afeta a gravação?

Uma taxa de amostragem maior oferece mais detalhes no gráfico, mas reduz o tempo disponível para gravação. Esse compromisso entre detalhe e armazenamento está descrito no manual da FuelTech; a capacidade anunciada precisa ser lida junto com as condições de aquisição.

No modo simples, a ficha técnica da FT600 lista 25, 50, 100 ou 200 Hz. No avançado, as opções por canal são 1, 5, 25, 50, 100 ou 200 Hz. O armazenamento de até 2h50min é especificado para 24 canais a 25 Hz. Esse tempo não deve ser apresentado como capacidade garantida com 256 canais ou com todas as taxas.

Perguntas frequentes

O 2-step e o controle de rotação por tempo são iguais?

O 2-step auxilia no carregamento da turbina para a largada. O controle de rotação por tempo estabelece uma curva de limite de RPM após a desativação do 2-step; pode atuar por corte de ignição ou por alteração do ponto.

Quando começa a contagem das funções por tempo?

A referência é a desativação do 2-step, após a validação da largada nas condições previstas no manual.

Quantos canais a FT600 pode registrar?

A FT600 permite registrar até 256 canais por log e armazenar múltiplas sessões. No modo avançado, os canais e suas taxas de amostragem podem ser configurados individualmente.

A FT600 grava até 2h50min em qualquer configuração?

A capacidade de até 2h50min é especificada para 24 canais a 25 Hz. O manual informa que aumentar a taxa de amostragem reduz o tempo disponível para gravação.

É possível recuperar o mapa a partir do log?

É possível recuperar o mapa pelo log quando a opção de salvar o mapa com o arquivo de log tiver sido marcada. A análise dos arquivos é feita no computador com o FTManager.

Fontes consultadas:

Crédito das imagens: FuelTech, fotografia oficial de catálogo.




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